sábado, 19 de dezembro de 2009

A nossa floresta autóctone

Ainda no âmbito do Dia da Floresta Autóctone, o MPI, a Lourambi e a Real 21 associaram-se na criação de uma exposição on-line com o título "a nossa floresta autóctone".
Com esta exposição, constituída por um conjunto de painéis disponíveis para download em formato PDF (4,7 MB). Pretendemos alertar para a necessidade de se protegerem e valorizarem as espécies da nossa floresta autóctone. Para assinalar a inicitiva, as três associações emitiram, ainda, uma nota de imprensa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Guia das Plantas da Mata Municipal

Para assinalar o Dia da Floresta Autóctone, a Real 21 disponibiliza on-line o Guia das Plantas da Mata Municipal do Bombarral. Um pequeno guia simplificado que ilustra as espécies mais representativas daquela mancha de floresta autóctone que, por razões históricas, resistiu ao crescimento urbano representando, hoje, um dos últimos redutos das matas mediterrânicas que outrora caracterizavam a região.

Para extrair o Guia em formato pdf, consulte a secção "Downloads", categoria "folhetos".

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Recolha de bolotas na Mata Municipal


Numa iniciativa conjunta da Real 21 e do MPI (Movimento Pró-Informação, Cidadania e Ambiente), cerca de 20 participantes passaram a manhã de dia 25 de Novembro na Mata Municipal do Bombarral.

Durante o passeio/visita à Mata, para além da identificação das principais espécies nativas, foram recolhidas bolotas das três espécies de carvalhos ali existentes. Após um almoço breve entre o arvoredo e o jardim da Câmara Municipal, os participantes partiram em direcção à Serra de Montejunto onde procederam à sementeira.

Esta actividade visou dois objectivos nucleares: contribuir para a reflorestação, com vegetação nativa, de uma área de baldio e sensibilizar para a importância da valorização das espécies autóctones.

domingo, 27 de maio de 2007

Biologia no Verão 2007



A acção consistirá num percurso pela Mata do Bombarral onde se destacarão aspectos ligados à ecologia particular de algumas espécies, ao contexto histórico em que a Mata se insere, bem como a importância que esta assume quer como espaço verde urbano, quer como núcleo de diversidade biológica.

A Mata do Bombarral é um bosque mediterrânico com cerca de quatro hectares. Por razões históricas chegou aos dias de hoje com um interessante grau de preservação da vegetação original. Algumas espécies estão representadas por exemplares com dimensões absolutamente notáveis.

Na acção 2007, pretendemos chamar particular atenção para as dimensões absolutamente invulgares exibidas por muitos exemplares de diversas espécies.

Data
9 de Setembro pelas 15:00


Localização

O Bombarral situa-se a cerca de 70Km de Lisboa. Se se desloca em transporte particular, o percurso aconselhado será através da A8.

Poderá, ainda, optar pelo comboio (Linha do Oeste) ou, se preferir o autocarro, pelo percurso via A8 assegurado pela Rodoviária do Tejo (entre Lisboa e Peniche/Caldas com partida do Campo Grande).
Chegando ao Bombarral, deve seguir-se a indicação "Centro".

Encontro marcado junto ao edifício da Câmara Municipal.


Inscrições
Abertas (visite o site Ciência Viva)

Contactos
Emanuel Vilaça
real21@real21.org



Real 21 - Biologia no Verão 2007

sexta-feira, 30 de março de 2007

Dia Mundial da água - 22 de Março

A escassez de água é o tema do Dia Mundial da Água deste ano, efeméride instituída pela ONU em 1992. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por não terem acesso a água de qualidade ou a higiene.

De acordo com dados revelados esta quarta-feira pela OMS, "90 por cento das mortes [todos os anos por falta de água] registam-se entre crianças com menos de cinco anos, a maior parte nos países em vias de desenvolvimento".

"À medida que a água se torna rara, as pessoas são muitas vezes obrigadas a recorrer a fontes de água potável que podem não ser saudáveis", explica a directora-geral da OMS, Margaret Chan, numa comunicação no site da OMS. "Não têm água suficiente para a higiene básica - para se lavarem ou lavarem as roupas, para impedirem doenças, nomeadamente por contaminação da água ou da comida".

A directora-geral da OMS lembra ainda que as alterações climáticas levam a que as "secas e inundações sejam cada vez mais frequentes e graves", o que leva à diminuição da qualidade da água e o aumento de doenças como a cólera, a febre tifóide, a malária e dengue.

Fonte: SIC (sic.pt)

domingo, 17 de dezembro de 2006

Rio Real provocou prejuizos avultados na Q.ta da Granja

As chuvas de 24 de Novembro deixaram marcas profundas na Quinta da Granja. O rio Real invadiu terreno agrícola provocando prejuízos avultados. Um exemplo didáctico de como intervenções aparentemente inofensivas podem pagar-se caro no futuro.

Há muito que se sabe que o rio Real não ten capacidade para comportar toda a água que lhe chega em situação de tempestade. Este é um exemplo concreto de que a eliminação de zonas inundáveis ( e outras e intervenções menos pensadas), pode ter consequências quer a montante quer a jusante.

Apesar de o declive do rio ser relativamente pequeno, em situações como a que se verificou recentemente, a corrente possui grande energia devido ao enorme volume de água contido num leito que no Verão parece exagerado, mas que no Inverno pode revelar-se manifestamente insuficiente. Parte daquela energia dissipa-se precisamente nos locais onde o rio transborda.

Quando não existem zonas onde a energia se possa dissipar, a natureza procura soluções alternativas e actua em locais onde encontre maior fragilidade ou onde, por alguma razão, se verifique uma concentração de energia como, por exemplo, na parte côncava das curvas mais apertadas.

Eis o que aconteceu na Quinta da Granja. A ira das águas destruiu a margem direita e galgou os terrenos agrícolas provocando sérios danos. O responsável por esta situação é o rio, pois claro! Pelo menos assim a culpa não morre solteira e ao rio ninguém pode exigir que assuma responsabilidades.

A vereação camarária foi visitar o local, uma atitude que consideramos louvável pois esta é uma lição meticulosamente preparada pela natureza. Aprender com os erros do passado continua a ser, por excelência, uma forma de crescer e evoluir intelectualmente!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Cheias no Bombarral

 Quando os níveis de precipitação são elevados a capacidade dos nossos rios é facilmente ultrapassada. O rio da Corga e o Real há muitos anos que dão problemas nos Invernos mais chuvosos. No entanto, a ausência de uma política de desenvolvimento sustentado tem agravado os riscos.

Não é necessário ser muito velho para ter memória de grandes cheias na zona baixa do Bombarral. O que tem sido feito para evitar essas situações?
A Real 21 tem vindo a chamar a atenção para o tratamento a dar às Zonas Inundáveis, pois sabemos que o rio Real não tem capacidade para comportar toda a água que lhe chega em situações de tempestade. No entanto, apesar de tudo, tem existido alguma sorte. As consequências de algumas decisões erradas têm sido proteladas pela sequência de Invernos pouco chuvosos.

O problema da impermeabilização

A impermeabilização dos solos, resultante do crescimento da urbe, diminui drasticamente o volume de água infiltrada fazendo aumentar, consequentemente, a escorrência. Há, portanto, cada vez mais água a chegar aos rios sobretudo quando as chuvas são intensas e de longa duração. Não se trata de um problema exclusivo do Bombarral, mas um factor a considerar nas decisões tomadas no quadro do planeamento urbanístico.

Zonas inundáveis

Quem tem mais de 30 anos recorda-se da frequência com que a zona onde se encontra instalado o actual polo 2 da Zona de Comércio e Serviços ficava inundada. Antes de a água chegar à linha do comboio já o rio tinha tansbordado para esse local que funcionava como um "fusível".
A edificação da Zona de Comércio e Serviços implicou uma elevação do miolo central daquela zona inundável. Agora, o "fusível" foi eliminado como se pode observar na imagem. A margem direita do Corga está, de facto, intacta enquanto, na esquerda, a água já se prepara para entrar na estação. Para montante, estão bens e pessoas lesadas por este erro crasso e a quem o futuro promete grandes dissabores.